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Gênesis começa com o fato de que homens e mulheres foram criados iguais à vista de Deus e na presença um do outro. A criação de ambos é considerada muito boa (Gn 1.31).

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Jerusalém na época do Novo Testamento

Jerusalém - Cidade velha

Jerusalém na época do Novo Testamento

No mundo judaico da época de Jesus, nenhuma cidade se igualava a Jerusalém. Judeus da Galiléia e de todos os países da diáspora faziam peregrinações regulares à "cidade santa", subindo para as três festas principais e pagando o imposto anual do templo. Durante 100 anos ( 163--63 a.C.) os judeus tiveram soberania sobre Jerusalém, mas no período do NT a cidade estava sob controle romano.

Nessa época, a cidade já não era mais a pequena "Sião" dos tempos do rei Davi (agora a Cidade Baixa). Havia se expandido, incluindo a abastada Cidade Alta, a Oeste, e (mais recentemente) os subúrbios que ficavam ao Norte. Entretanto, o complexo do Templo ainda ocupava um quinto da cidade. Sobranceira ao Templo, a fortaleza Antônia abrigava os soldados romanos - sempre prontos para suprimir qualquer revolta (veja At 21.31-40 e "O Templo de Herodes").

Havia uma ponte sobre o vale do Tiropeão, permitindo acesso direto ao Templo para pessoas vindas da Cidade Alta (uma área que incluía a casa de Caifás, a casa de João Marcos e o palácio de Herodes). Ao norte do Templo ficava o tanque de Betesda com os seus cinco pórticos (Jo 5.2). Ao Sul, a escadaria, que era o acesso normal ao templo (Lc 2.22-38). Mais para o Sul ainda, ficava o antigo tanque de Siloé (Jo 9.7).

planta da cidade Jerusalém

Ao contrário dos atuais muros turcos da Cidade Antiga (a linha pontilhada vinho no mapa), o muro norte  (o "segundo muro", construído por Herodes, o Grande) provavelmente tinha um traçado irregular.

Embora Jesus tenha sido, com certeza, crucificado fora dos muros da cidade de então, é bem possível que o local tradicional dentro da cidade atual esteja correto. Alguns anos depois esse local foi cercado pelo "terceiro muro", construído por Herodes Agripa l (41-44 d.C.).

Está claro que Jesus fez várias visitas a Jerusalém (Lc 2.22-51; 10.38-42; 13.34; confira Jo 2.13; 7.14), mas a visita final foi o clímax do seu ministério.

Os principais locais na época do NT são:

1 Templo de Herodes

2 Vale do Cedrom

3 Monte das Oliveiras

4 Jardim de Getsêmani

5 Fortaleza Antônia

6 Tanque de Betesda

7 Tanque de Siloé

8 Vale do Hinom

9 Palácio de Herodes

10 Gólgota ("Lugar da caveira", local tradicional da crucificação)

11 [Calvário de Gordon]

12 Cidade de Davi

13 [Muro Oriental (das lamentações)]

 

 

 

 

Jerusalém

A atual Jerusalém, vista do monte das Oliveiras. Além do vale do Cedrom fica antiga área do Templo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ele falou aos seus discípulos o que isso envolveria: "um profeta não deve ser morto fora de Jerusalém" (Lc 13.33; compare Mc 8.31).

Mas alguns tinham outras expectativas. Será que Jesus introduziria o "reino de Deus" (Lc 19.11)? Se ele realmente era o Messias, construiria um novo Templo purificado? Será que expulsaria as autoridades romanas?

Jesus cumpriria algumas dessas esperanças de maneira inesperada, mas também tinha o seu próprio programa: desafiar os líderes de Israel, afirmar o reinado de Deus e a sua própria autoridade sobre o Templo, pronunciar palavras solenes de juízo, revelar a sua própria identidade, e também trazer para o povo de Deus um resgate de grande alcance (ou um novo "êxodo"; confira Lc 9.31, onde se fala da "partida" de Jesus - no grego, êxodo").

Este conflito de prioridades ficou claramente visível quando Jesus entrou na cidade (Lc 19.37-46). Inspiradas pela visão panorâmica que se tinha do monte das Oliveiras (acima), as multidões receberam Jesus como Rei de Sião (embora, para ser exato, o próprio Deus fosse seu verdadeiro Rei: Is 52.7). Mas Jesus chorou, por saber o que em breve aconteceria com Jerusalém e seu Templo: "Não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação" (Lc 19.44).

Jerusalém estava perdendo a sua grande oportunidade: o Filho de Deus entrando na Cidade de Deus. Não é de admirar que a entrada dele no Templo trouxe comoção!

Depois disso, Jesus ensinou as multidões no Templo diariamente (Lc 20.1-47), mas foi no monte das Oliveiras que ele deu aos discípulos mais detalhes sobre a destruição de Jerusalém (Mc 13). E foi ali, no Getsêmani, um olival ao sopé do monte, que orou antes de ser preso.

No dia seguinte, depois de ser julgado por Pilatos no palácio de Herodes, Jesus foi levado para fora , pela porta de Genate, para ser crucificado.

Esses eventos dramáticos, que culminaram com a ressurreição de Jesus do lado de fora dos muros, afetou a maneira como os escritores do NT passaram a ver Jerusalém: a "cidade santa" se tornara o lugar da crucificação do Messias.

Eles ainda eram leais à cidade  (p.ex., 1Co 16.1-9; At 21.17), mas Paulo concluiu que a cidade terrena, ao contrário da "Jerusalém lá de cima", estava "em escravidão com seus filhos" (Gl 4.25-26; veja Ap 11.9; 21.2). Hb 13.12-14 resume essa nova forma de pensar: "Por isso Jesus também morreu fora da cidade de Jerusalém para, com o seu próprio sangue, purificar o povo dos seus pecados. Portanto, vamos para perto de Jesus, fora do acampamento, e soframos a mesma desonra que ele sofreu. Porque neste mundo não temos nenhuma cidade que dure para sempre; pelo contrário, procuramos a cidade que virá depois".

A destruição da cidade e do seu Templo, em 70 d.C., confirmou para os cristãos este seu novo ponto de vista sobre Jerusalém, indicando que, com a vinda de Jesus à cidade, os propósitos de Deus haviam entrado num novo e decisivo estágio.

 

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Mateus 11:28

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