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A igreja primitiva enfrentando: fábulas,mitos...

A Igreja primitiva

Escavações arqueológicas já revelaram o mais antigo local de culto cristão do mundo (foto acima), em Rihab, a 40 Km de Amã, na Jordânia.

A Igreja primitiva

Problemas enfrentados:

Fábulas, mitos, misticismos...

 

Palavras são carregadas de significados e, muitas vezes, evocam sentimentos fortes. A palavra “mito”, por exemplo, representa ideias diferentes conforme o contexto e a intenção da pessoa que a emprega. Vamos procurar entendimento dos usos comuns da palavra antes de considerar seu significado no Novo Testamento.

No contexto acadêmico, “mito” frequentemente significa uma narrativa considerada verdadeira por uma determinada cultura. Quando usado nesse sentido, a questão do mito ser realmente verdadeiro ou falso não é o foco. A palavra pode identificar histórias verdadeiras ou estórias tradicionalmente aceitas mas que não passam de fábulas imaginadas.

No uso comum da palavra, como se pode verificar consultando diversos dicionários da língua portuguesa, mitos são estórias imaginárias inventadas por homens para explicar conceitos difíceis (as origens do universo e dos seres humanos, por exemplo). Nas definições, é comum encontrar palavras como fabuloso, fantasioso, imaginário, não real e outras expressões que identificam mito como algo não historicamente verdadeiro. Por este motivo, quando ouvimos um acadêmico falar sobre as histórias bíblicas como mitos, normalmente entendemos que a pessoa esteja negando a veracidade dessas histórias. E, enquanto pode ter um argumento técnico para fugir dessa conclusão, o efeito de muitas afirmações acadêmicas sobre a Bíblia é de colocar suas histórias na mesma categoria das estórias contraditórias circuladas entre religiões pagãs. A ideia avançada pelo pós-modernismo é que todas as ideias religiosas, inclusive todo o conteúdo da Bíblia, sejam apenas estórias confortantes inventadas por pessoas ignorantes.

No mundo greco-romano da época do Novo Testamento, mitos foram, de fato, histórias inventadas para explicar conceitos não compreendidos sobre o mundo. A mitologia dos gregos e romanos apresentava diversos deuses e heróis fantasiosos, com características e falhas normalmente atribuídas aos seres humanos. Por isso, o emprego da palavra mito (do grego muthos), na Bíblia, não é num sentido neutro e acadêmico. Mitos no Novo Testamento são tratados como mentiras humanas em contraste com a revelação divina da verdade.

Vamos ver todos os versículos no Novo Testamento onde aparece esta palavra grega, traduzida na versão Almeida Revista e Atualizada, 2ª Edição pela palavra fábula:

“nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé” (1 Timóteo 1:4). A aceitação de mitos impede o serviço a Deus pela fé.

“Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade” (1 Timóteo 4:7). Mitos não levam à piedade (respeito e reverência para com Deus).

“e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:4). Mitos são o oposto da verdade.

“e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade” (Tito 1:14). Não somente os mitos pagãos, mas as estórias inventadas no contexto judaico também devem ser rejeitadas. Paulo não fala aqui das histórias bíblicas, pois ele afirmava a origem divina das Escrituras (2 Timóteo 3:16-17). As fábulas judaicas foram mitos criados por homens e elevados por alguns ao mesmo nível das Escrituras. 

“Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1:16). Pedro afirma um contraste total entre as fábulas inventadas pelos homens e a mensagem revelada em Jesus, dizendo que ele viu o glorioso Cristo com seus próprios olhos.

O cristianismo é distinto das religiões baseadas em mitos humanos. O próprio Jesus fez essa distinção, em outras palavras, quando elogiou a confissão feita por Pedro. Sua afirmação não veio de estórias inventadas por homens (carne e sangue), mas do próprio “Pai, que está nos céus” (Mateus 16:16-17).

-por Dennis Allan

NÃO DANDO OUVIDO

O que Paulo recomenda neste texto é que o seu filho na fé, tivesse controle sobre as coisas que aconteciam com as igrejas na ilha de Creta, para que os seguidores de Cristo não dessem atenção aos ensinos deturpados transmitidos pelos judaizantes, nem dessem ouvidos as heresias pregadas pelos falsos mestres gnósticos. Acredita-se que a vontade do apóstolo era de que Tito fizesse chegar a todas as famílias que faziam parte da igreja de Cristo, essa mensagem, uma vez que os cultos eram realizados nos lares, e não em um templo, como acontece nos dias de hoje. Quando esses hereges chegassem em algum lar cristão, não era para serem ouvidos, porque o que eles transmitiam, não edificava a igreja que seguia o evangelho. Com isso Tito fechava a porta da igreja para a heresia e os falsos ensinos. A FÁBULAS. Esta é uma referência direta a toda e qualquer narrativa fictícia com conotações religiosas. As fábulas são histórias inventadas para se demonstrar algum tipo de exemplo. Não é a mesma coisa que parábola, uma vez que a parábola é uma narrativa que ilustra a realidade, enquanto que as fábulas falam de algo irreal. Era costume dos retóricos oradores gregos usarem fábulas em seus sermões para impressionarem os seus ouvintes. Os falsos mestres gnósticos também se utilizavam de tais artifícios para confundirem a fé dos cristãos. Os que tentavam perseguir o cristianismo para preservarem o judaísmo também estavam se utilizando das fábulas. JUDAICAS. Neste ponto Paulo destaca as fábulas judaicas. Assim como os gnósticos usavam as fábulas mitológicas da literatura pagã, os judaizantes que tentavam manter no cristianismo os padrões do judaísmo, da mesma forma davam sabor mitológico às narrativas das escrituras apócrifas da literatura judaica. E quando se referiam as narrativas das escrituras religiosas dos judeus, acrescentavam elementos fictícios, para tentarem mistificar o que a respeito da nova aliança estava escrito nas antigas profecias messiânicas. Quando sabemos que o evangelho de Cristo é claro e simples de se compreender, até mesmos as referencias mais antigas a seu respeito. NEM AOS MANDAMENTOS DE HOMENS. Escreveu Paulo: Não deem ouvidos as fábulas judaicas nem a mandamentos de homens. O que estava escrito nas antigas escrituras a respeito de Cristo e da nova aliança da graça era conhecido da igreja. E as novas revelações dadas pelo Espírito Santo sobre o novo testamento, mesmo de forma oral, também já estavam bem expostas pelas principais lideranças da igreja primitiva. Estes mandamentos de homens a que se refere o apóstolo, diz respeito às interpretações ideológicas dos que se dizem interpretes das sagradas escrituras. O evangelho de Cristo é compreendido por qualquer pessoa. QUE SE DESVIAM DA VERDADE. Desviar-se da verdade do evangelho é dar uma interpretação ao texto fora da realidade, o que o escritor chama de fábula. Esse negócio de mensagem profunda do evangelho pode ser um artifício para se misturar a mensagem do evangelho com elementos mitológicos. Qualquer mensagem fora da realidade é fábula, ninguém vive de ficção, mas da realidade. Tem muita gente se desviando da verdade do evangelho e tomando o rumo das fábulas religiosas.

VOCÊ É UM EVANGÉLICO SUPERSTICIOSO?

Ser um evangélico supersticioso é estar fadado a uma vida cristã neurótica e frustrada. Além disso, é uma tremenda contradição, porque as raízes históricas e teológicas do protestantismo sempre foram contra toda e qualquer manifestação supersticiosa. E não poderia ser diferente, já que a Bíblia é frontalmente contra todo tipo de supersticiosidade. Mesmo assim, o que mais existe hoje são evangélicos supersticiosos. 


Ao lermos a História da Igreja, vemos que quando ocorreu a Reforma Protestante no século 16, uma das grandes bandeiras dos reformadores era o fim do misticismo medieval e da supersticiosidade religiosa. O protestantismo foi um dos grandes promotores do fim da superstição da Idade Média, que havia sido implantado por um catolicismo cada vez mais decadente. É só reexaminarmos a História e veremos que, antes da Reforma, o mundo medieval era cheio de fantasmas, duendes, gnomos, demônios, anjos e santos. O povo era ignorante, extremamente supersticioso e não tinha acesso à leitura. A própria Igreja Católica Romana alimentava e explorava isso. Foram os evangélicos que combateram tudo isso, inclusive apoiados por intelectuais da época. Infelizmente, porém, há muitos grupos hoje que se dizem evangélicos, mas que parecem querer reeditar esse período negro da História. 

Exemplos de superstição evangélica hoje 

Nos últimos anos, têm surgido modismos que claramente chocam-se com as Sagradas Escrituras e significam um retrocesso na luta protestante. Muitos grupos que se dizem protestantes pregam e praticam coisas que envergonham o protestantismo. 

Alguns casos de supersticiosidade entre evangélicos são menores, outros são mais graves. Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão “Tá amarrado!” de forma séria, como uma espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para “tirar um versículo” que funcione como a orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela “caixinha de promessas”; reputar que a oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir “empacotado” para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; e acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinhas, água do Rio Jordão, folhas) têm algum poder especial. 

Exemplos do segundo tipo são superstições que são exatamente uma volta à teologia romanista da Idade Média. Se não, vejamos: Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d'água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graça e uma superstição religiosa em sua essência? E o que dizer do uso indiscriminado do óleo da unção? E da angelolatria? E do modismo da batalha espiritual, interpretada de forma diferente do que diz a Bíblia? 

No caso da teologia da maldição hereditária, ela declara insuficiente a obra de Cristo na vida da pessoa, pois afirma que, depois de salvo por Jesus, o cristão deve desenterrar o seu passado e o de seus familiares para quebrar uma a uma todas as possíveis maldições que acometeram seus antepassados e que ainda repousariam sobre ele, se não a libertação não será completa. Além de não ter base bíblica (2Co 5.17), essa teologia defende um princípio quase reencarnacionista, estabelecendo um carma na vida da pessoa a partir de seus parentes. 

Textos como o de Êxodo 20.5-6 não falam da extensão do juízo divino, mas da sua duração sempre que houver necessidade. Em outras palavras, sempre que houver necessidade de juízo, haverá juízo. Os justos que são filhos de pais ímpios não pagam pelo pecado dos pais (Rm 8.1). A responsabilidade é pessoal (Ez 18.19-20 – para ficar ainda mais claro, o ideal é ler todo o capítulo). 

O uso indiscriminado do óleo da unção é antibíblico. A única aplicação possível hoje está clarificada em Tiago 5.14. No tempo do Antigo Testamento, o óleo tinha outras aplicações, mas, no Novo Testamento, seu uso nas atividades religiosas da Igreja passa a ser muito específico. O texto bíblico é claro: (1) deve-se ungir apenas as pessoas que estão enfermas, (2) esta unção com óleo deve ser feita em nome do Senhor, (3) deve ser efetuada apenas pelos obreiros da igreja (4) e acompanhada de oração pela cura (Tg 5.14,15). Outro detalhe: não há nenhuma orientação bíblica para que a unção seja feita exatamente sobre o lugar da enfermidade. Basta ungir o enfermo (Tg 5.14). A unção com qualquer outro propósito não é válida. Ou seja, ungir territórios, carros, casas, endemoninhado, etc, é absolutamente antibíblico. 

No Velho Testamento, eram atividades comuns a unção com óleo sobre pessoas por outros objetivos que não a cura (consagração de reis, por exemplo) e a unção sobre objetos. Porém, não há nenhuma passagem do Novo Testamento que justifique o uso desses tipos de unção nos dias de hoje. Portanto, qualquer pessoa que se arvora a ungir as pessoas sem se enquadrar com o ensino bíblico do Novo Testamento está errada. 

Angelolatria 

A angelolatria é culto a anjos, e isso é heresia (Cl 2.4,18-19; Ap 22.8-9). Porém, nos últimos anos, o culto aos anjos se infiltrou fortemente na cultura popular e depois nas igrejas. Isso se deve, obviamente, à forte onda do movimento Nova Era, que se ergueu no final do século 20. 

Em 1993, quando os ensinos novaerenses estavam em alta, a revista Newsweek chegou a colocar em destaque em uma de suas edições uma matéria intitulada: “Anjos estão aparecendo em todos os lugares da América”. Essa matéria foi um marco da angelomania que tomava conta dos Estados Unidos na época. Na reportagem, pessoas de todas as partes do país garantiam ver constantemente anjos, conversar com eles e até pô-los em contato com outras pessoas. Era o auge da febre dos anjos. 

Com essa onda, a Nova Era passou a popularizar a concepção de que a idéia do Deus cristão estava falida. Para eles, o Deus dos cristãos era duro e antipático, enquanto os anjos eram dóceis e simpáticos. Assim, as pessoas passaram a conversar com seus “anjos da guarda”, a dirigir-lhes lacrimosas orações e a atribuir qualquer sucesso na vida a esses seres, e não mais à misericórdia divina. 

A escritora norte-americana Sophy Burnham, adepta da Nova Era, foi uma das fomentadores dessa substituição de Deus pelos anjos na mente das pessoas. Em seu livro A book of angels, ela diz que a corrente popularidade dos anjos se deve ao fato de “termos criado este conceito de Deus como punitivo, judicioso e ciumento, enquanto os anjos nunca o são. Eles são completamente compassivos.” Em entrevista à revista Time nos anos 90, Burnham afirmou ainda que “para aqueles que se sentem sufocados facilmente por Deus e suas regras, os anjos são a concessão fácil, a ausência de julgamento; são todos fofos e suspiros. E estão disponíveis a todos, como aspirina”. 

Batalha espiritual 

Essa febre, infelizmente, acabou atingindo também as igrejas. O escritor evangélico Ron Rhodes acredita que os primeiros indícios da angelomania no meio evangélico surgiram após o sucesso, nos anos 70, do livro Anjos: agentes secretos de Deus, de Billy Granham. Não que o livro do famoso evangelista trouxesse heresias em seu bojo, mas, nas palavras de Rhodes, “muitos receberam um impactante direcionamento para esse fascinante assunto pela leitura do livro de Granham”. 

Segundo Rhodes, um dos mais fortes incentivadores da moda dos anjos no meio cristão foi, na verdade, o mega best-seller de ficção Este mundo tenebroso, de Frank Peretti. Basta lembrar a exacerbação em torno do tema batalha espiritual após o sucesso do livro. Seminários e mais seminários eram feitos sobre o assunto, e muitos deles foram os grandes criadores de modismos e conceitos absurdos sobre a vida cristã e o mundo espiritual. 

Especialmente no meio pentecostal, os anjos passaram a ganhar uma notoriedade que nunca deveriam ter. A doutrina bíblica sobre os anjos, que é esposada pelas igrejas pentecostais tradicionais, como a Assembléia de Deus, é veementemente contra essa relevância bizarra que se tem dado aos seres angelicais. No entanto, influenciados por novas igrejas (que por ainda não terem se cristalizado convivem, na sua maioria, com uma teologia inexata, sempre a caminho), muitos crentes acabam tornando-se angelomaníacos. São aqueles que vêem anjos a todo instante e não fazem nada sem a orientação angelical. Muitos afirmam ter audiências diárias com os arcanjos Gabriel ou Miguel! 

A exacerbação da idéia de batalha espiritual é um dos modismos neopentecostais que promoveram os anjos a uma posição acima do normal. Esse modismo vê demônios e anjos em tudo. Se a água está muito quente, é demônio; se está muito fria, demônio. Se o vento soprou forte pela janela, são seres celestiais. Arrepiou-se? Tem “capiroto” na área! 

Além de ver agentes espirituais do bem e do mal em tudo, esse modismo também levou as pessoas a crer em um mundo espiritual que pode ser manipulado ao bel prazer do crente. Esquece-se da soberania de Deus e valoriza-se demais os seres criados. Essa distorção teológica é na verdade um retrocesso, pois lança as igrejas de volta à teologia medieval anterior à Reforma Protestante. 

Como já afirmamos, a Reforma Protestante combateu a superstição da Idade Média, implementado por um catolicismo cada vez mais decadente. O mundo medieval, cheio de entidades, fantasmas, demônios, anjos e santos, era mentalmente carregado. Nesse mundo, Cristo era fraco, os demônios eram fortes e os anjos e santos importantes. Veio, então, a Reforma e centralizou tudo na cruz de Cristo, que representa a vitória para todo o que crê e serve a Deus. Porém, infelizmente, muitos parecem querer reeditar esse hostil mundo cósmico através de uma má interpretação do tema batalha espiritual. 

O perfil dos angelólatras 

O apóstolo Paulo, ao advertir os cristãos em Colossos sobre os falsos ensinamentos, definiu bem o perfil dos angelólatras: “E digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas (...) Ninguém vos domine a seu belprazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus”, Cl 2.4,18-19. 

Paulo afirma no texto supracitado que os falsos mestres ensinavam a necessidade de reverenciar e adorar os anjos, pois, segundo eles, os seres angelicais funcionariam como uma espécie de mediadores na comunhão do crente com Deus. O apóstolo rebate veementemente isso, lembrando que invocar anjos é fazer com que estes tomem o lugar de Jesus, que é o único mediador entre Deus e os homens e, por isso, a única e suficiente cabeça da Igreja (v19). 

Paulo também destaca que esses falsos mestres posam de humildes e santos, por causa dessa conversa de anjos, quando, muito pelo contrário, encontram-se “inchados na sua carnal compreensão”. Ainda hoje, os angelólatras se apresentam como pessoas avivadas, espirituais, santas, humildes, mas na verdade estão, como afirmou o apóstolo, embriagados por uma compreensão carnal. 

Essa história de ver e conversar com anjos todo dia e o dia todo, se prostrar diante deles, ter audiências com arcanjos, ser secretariado por “Gabriel” ou “Miguel” e outras coisas do tipo não passa de uma grande tolice e blasfêmia. Sim, blasfêmia, porque valorizar mais a presença de anjos do que a do próprio Deus, se prostrar diante da criatura e não do Criador, e não poucas vezes atribuir curas, milagres e libertações não a Deus, mas às criaturas angelicais, é deixar de adorar a Deus e colocar os anjos no centro do culto. 

A coisa está tão cimentada que, em muitas reuniões, lembrar que Deus está presente no ambiente de adoração não tem mais o menor significado, enquanto um simples “Há um anjo passeando neste recinto” é o suficiente para que o povo se arrepie, chore e celebre. O reflexo também se vê nos hinos, onde quem cura, batiza no Espírito Santo e transforma vidas não é mais Deus, mas os anjos. “Quer ser curado? Receba o toque do anjo! Quer ser batizado? Deixa o anjo te tocar! Quer ser transformado? Dê lugar ao anjo de Deus na sua vida!” Isso é abominável. 

Razões de tanta superstição nas igrejas 

A existência de casos de superstição entre evangélicos é resultante da ausência de orientação bíblica. Nas igrejas onde o povo recebe o ensino sistemático e sadio da Palavra, raramente existe isso. 

O resultado de tanta superstição nas igrejas é uma quantidade cada vez mais crescente de crentes neuróticos e/ou frustrados espiritualmente. O espaço não permite, mas em meu livro “Como vencer a frustração espiritual” (CPAD) detenho-me com mais vagar nesse assunto em alguns capítulos. Há muitas referências históricas e bíblicas também, inclusive sobre a questão dos anjos. 

A Bíblia condena a supersticiosidade 

A Bíblia, diferentemente de muitas obras religiosas do mundo, não é baseada em superstições, mas é a Palavra de Deus (2Tm 3.16-17). 

A Arqueologia tem mostrado dia após dia a veracidade da narrativa bíblica, mostrando que tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos não são depositários de mitos. O Evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos. Ele é baseado no testemunho ocular de vários homens, como enfatiza o apóstolo Pedro: “Porque não nos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2Pe 1.16). 

Além disso, a Palavra de Deus condena veementemente a magia e a feitiçaria, bem como a supersticiosidade. As fábulas, crendices e os falsos ensinos são combatidos nas Sagradas Escrituras (2Tm 4.1-4). A expressão grega traduzida por fábula nesse texto de 2 Timóteo e em 1 Pedro é mythos. Ela é usada para descrever uma narrativa que, além de fictícia, é enganosa, sendo geralmente elaborada por um mestre falso com o objetivo de iludir. 

Em 1 Timóteo 1.4, Paulo exorta seu filho na fé para que “não se dê a fábulas”, neste caso uma referência às lendas forçosamente relacionadas a narrativas do Antigo Testamento. Elas aparecem descritas pelo mesmo apóstolo em Tito 1.14 como “fábulas judaicas”. 

Paulo ainda chega a ironizar a superstição judaica, chamando tais crenças sem fundamento de “fábulas profanas e de velhas” (1Tm 4.7). O apóstolo estava querendo dizer a Timóteo que, por não terem base bíblica, por serem simplesmente invenções humanas, criações que se tornaram populares para enganar o povo, eram ímpias, só servindo mesmo para entreter as conversas de velhinhas caducas. 

Já no caso do texto de 2 Pedro 1.16, a referência é às histórias fabulosas, crenças e superstições criadas pelos primeiros mestres gnósticos, que para difundi-las se utilizaram da divulgação de evangelhos apócrifos por eles mesmos escritos. Enfim, a Bíblia é enfática contra a superstição.Portanto, fujamos de todo tipo de superstição. Que a nossa fé seja absolutamente bíblica! 

Por: Silas Daniel é ministro evangélico da Assembléia de Deus em Artur Rios, Rio de Janeiro (RJ), jornalista, conferencista, articulista e escritor. Autor de “Como vencer a frustração espiritual” e “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”.
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FÁBULAS

Que é uma fábula? Fábula é um apólogo, e apólogo é uma verdade moral, expressa sob forma de fábula ou alegoria, ou sob o véu da ficção. Fábula é lenda, conto popular, mito. A mitologia contém os deuses fabulosos. O monte Olimpo dos Gregos era o lugar onde viviam os deuses gregos. Fábula é, finalmente, um conto, lenda, ou mito, que não tem existência real. É uma mentira.

Viveu no ano quinhentos antes de Cristo, um homem feio, deformado e gago, que se notabilizou pelas fábulas que escreveu. Seu nome era Esopo, o frígio.

Existem fábulas na Bíblia? Ou melhor, a Bíblia contém fábulas? Vejamos o que o apóstolo Paulo diz sobre o assunto. “Como te roguei, quando parti para Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora. Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida, do que desviando-se alguns, se entregarem a vãs contendas”(I Tm. 1:3-6). No verso três, Paulo se refere a doutrina da Igreja. No verso quatro, afirma que alguns da Igreja, em vez de pregar a sã doutrina, ficavam discutindo fábulas ou genealogias que não edificam o reino de Deus, que consiste somente na fé. Nos versos cinco e seis Paulo declara que os que se dão a investigar fábulas e genealogias, se desviam da fé.

Fica claro, que na Igreja nascente proliferavam as fábulas, isto é, lendas ou contos fabulosos que atrapalhavam a edificação da Igreja e do reino de Deus. Na mesma carta a Timóteo, mais à frente, Paulo declara que as tais fábulas, eram profanas. Ora, profanar é violar a santidade do Evangelho. Profanar é violar uma coisa sagrada. Leiamos o texto no qual Paulo coloca os pingos nos is. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada sua própria conciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de manjares que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, afim de usarem deles com ações de graças; porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graça, porque pela palavra de Deus e pela oração é santificado. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade” (I Tm. 4:1-7).

Neste texto, Paulo revela que as fábulas profanas são doutrinas de demônios, e espíritos enganadores, próprias para os hipócritas. Essas fábulas tratavam de proibições (I Tm. 4:3).

Paulo ainda adverte a Igreja que as fábulas que tanto perturbavam e minavam a Igreja do seu tempo, eram coisas do Velho Testamento. “Este testemunho é verdadeiro. Portanto repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé, não dando ouvido às fábulas Judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade” (Tt. 1:13-14). Ora, os Judeus todos freqüentavam as sinagogas, e seguiam rigidamente os mandamentos e a lei de Moisés. Como Paulo fala de fábulas judaicas, e também dos mandamentos, é obvio que as fábulas eram aquelas histórias fabulosas dos grandes matadores, como Gideão, Jefté, Sansão, e outros. No Novo Testamento a ordem era para salvar as almas dos maus e perdidos, e no Velho Testamento a ordem era matar a todos. Os heróis mitológicos do Velho Testamento dizimavam homens, velhos, crianças e mulheres sem piedade, e Paulo, criticando essas fábulas, recomendando a Timótio, dizendo: “Rejeita as fábulas profanas e de velhos, e exercita-te a ti mesmo em piedade” (I Tm. 4:7). Davi teve trinta e sete valentes. Um matou oitocentos de uma vez. Outro lutou contra os filisteus ferindo-os por todo o dia, até que a espada grudou na sua mão. Outro de nome Abisai matou trezentos de uma feita. Outro ainda, matou três leões, e feriu um egípcio enorme. Todos os trinta e sete só pensavam em matar. Foram eles, guerreiros fabulosos que hoje vemos nos filmes de ficção. Os valentes de Jesus, todos, deram a vida para salvar os perdidos e condenados que os valentes de Davi matavam sem piedade, e por isso mesmo eram enaltecidos como heróis fabulosos. Os heróis bíblicos da antigüidade eram iguais, nos seus feitos, aos heróis gregos da mitologia. Aquiles é uma réplica de Sansão, ou melhor, Sansão parece ter sido na realidade, o que Aquiles foi na lenda. O ponto vulnerável de Sansão foram seus cabelos, e o de Aquiles o calcanhar. Agamenon, rei de Mycenas, sacrificou sua filha Efigenia para assegurar a vitória contra os inimigos, e Jefté fez o mesmo, pois sacrificou a própria filha a Jeová para obter vitória (Jz. 11). Paris, herdeiro do reino de Tróia, apaixonou-se por Helena, mulher de Menelau rei de Mycenas, e a raptou. Em conseqüência Tróia foi destruída. Plutão, cujo nome também é Hades, era o rei dos infernos na Grécia, e reinava sobre os mortos. O diabo, ou Satanás é o rei do inferno e tem o império da morte (Hb. 2:14-15).

Demônio, na língua grega, é “divindade”. Essas divindades dominavam e oprimiam os homens. Pois essas mesmas divindades oprimiram os Judeus, e isso desde os tempos de Moisés (Lv. 17:7; Sl. 106:37; Mt. 11:18; Lc. 9:1; Jó 7:20; 8:48;  I Co. 10:21; Tg. 2:19). Plutão, cujo nome também é Hades., era o rei dos infernos na Grécia, e reinava sobre os mortos. O diabo ou Satanás é o rei do inferno e tem o império da morte (Hb. 2:14-15). Davi se apaixonou por Bat-Seba, mulher de Urias, e a tomou na ausência de seu marido. A partir desse fato, começou a desgraça  e o fim do reino de Israel, pois Salomão, filho de Bat-Seba, deu início a destruição.

Pedro, o apóstolo, na sua segunda carta, diz: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade” (II Pd. 1:16). É claro que Pedro, assim como Paulo, fez referência às fábulas judaicas. O fato é que Jesus não faz parte do reino fabuloso de Jeová (Ex. 19:6; Is. 43:15). Jesus declarou que seu reino não é deste mundo de fantasias (Jo. 18:36). Também Jesus não faz parte do conserto da lei de Jeová (Hb. 7:18-22).Jesus desceu de uma outra galáxia para tentar salvar alguns, transportando-os deste mundo tenebroso e injusto para um mundo de justiça, bondade, luz e amor (Cl. 1:12,13; II Pd.1:13).

Texto de Pastor Olavo S. Pereira

 

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